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O Que Significam as Classes de Pastilhas e Como Escolher a Opção Correta?


Na usinagem moderna, escolher a geometria da pastilha é importante, mas entender a classe da pastilha é fundamental para obter máximo desempenho, produtividade e vida útil da ferramenta.


Muitos profissionais focam apenas no formato ou no quebra-cavaco e acabam ignorando um dos fatores que mais influenciam os resultados da usinagem: a classe do inserto.

Neste artigo, você entenderá o que são as classes de pastilhas, como elas são classificadas e quais critérios devem ser considerados para fazer a escolha correta.


O que é a classe de uma pastilha?


A classe da pastilha representa o conjunto de características do material e do revestimento utilizados em sua fabricação.


Ela determina fatores como:

  • Resistência ao desgaste;

  • Resistência ao calor;

  • Resistência a impactos;

  • Tenacidade;

  • Capacidade de trabalhar em altas velocidades;

  • Desempenho em diferentes materiais.


Em outras palavras, duas pastilhas com o mesmo formato podem apresentar desempenhos completamente diferentes dependendo da classe utilizada.


Como funciona a classificação ISO das pastilhas?

A norma ISO divide os materiais usinados em grupos principais, identificados por letras.


Grupo P – Aços


Utilizado para:

  • Aço carbono;

  • Aço liga;

  • Aço estrutural.


Características:

  • Cavacos longos;

  • Boa usinabilidade;

  • Aplicações de torneamento e fresamento em geral.


As classes para aço priorizam resistência ao desgaste e estabilidade térmica.


Grupo M – Aços Inoxidáveis


Utilizado para:

  • Inox austenítico;

  • Inox ferrítico;

  • Inox martensítico.


Características:

  • Elevada geração de calor;

  • Tendência ao encruamento;

  • Formação de cavacos difíceis de controlar.


As classes desse grupo combinam resistência ao desgaste e alta tenacidade.


Grupo K – Ferro Fundido


Utilizado para:

  • Ferro fundido cinzento;

  • Ferro fundido nodular;

  • Ferro fundido vermicular.


Características:

  • Cavacos curtos;

  • Material abrasivo;

  • Alta estabilidade da usinagem.


As classes priorizam resistência ao desgaste abrasivo.


Grupo N – Materiais Não Ferrosos


Utilizado para:

  • Alumínio;

  • Cobre;

  • Latão;

  • Bronze.


Características:

  • Baixa resistência ao corte;

  • Tendência à aderência do material.


As pastilhas geralmente possuem arestas extremamente afiadas e superfícies polidas.


Grupo S – Superligas e Titânio


Utilizado para:

  • Titânio;

  • Inconel;

  • Hastelloy;

  • Superligas resistentes ao calor.


Características:

  • Elevadas temperaturas durante o corte;

  • Alta resistência mecânica.


As classes são desenvolvidas para suportar condições extremamente severas.


Grupo H – Materiais Endurecidos


Utilizado para:

  • Aços temperados;

  • Peças acima de 45 HRC.


Características:

  • Alta dureza;

  • Grande exigência da ferramenta.


As classes desse grupo apresentam elevada resistência ao desgaste.


O que significam os números das classes?

Além da letra do grupo ISO, normalmente existe uma faixa numérica.


Exemplos:

  • P10

  • P20

  • P30

  • M15

  • K20


Esses números indicam o equilíbrio entre resistência ao desgaste e resistência ao impacto.


Classes menores (P10, M10, K10)


Características:

  • Maior resistência ao desgaste;

  • Maior velocidade de corte;

  • Menor resistência a impactos.


Indicadas para:

  • Acabamento;

  • Operações estáveis;

  • Cortes contínuos.


Classes intermediárias (P20, M20, K20)


Características:

  • Equilíbrio entre desgaste e tenacidade.


Indicadas para:

  • Semiacabamento;

  • Aplicações gerais;

  • Produções variadas.


Classes maiores (P30, M30, K30)


Características:

  • Maior resistência a impactos;

  • Menor resistência ao desgaste.


Indicadas para:

  • Desbaste;

  • Cortes interrompidos;

  • Operações pesadas.


A importância do revestimento

O revestimento também influencia diretamente o desempenho da pastilha.

Os mais comuns são:


CVD (Deposição Química de Vapor)

Vantagens:

  • Excelente resistência ao desgaste;

  • Ideal para altas velocidades;

  • Muito utilizado em aços e ferros fundidos.


PVD (Deposição Física de Vapor)

Vantagens:

  • Maior tenacidade;

  • Excelente acabamento superficial;

  • Melhor desempenho em inox e aplicações mais críticas.


Erros comuns na escolha da classe

Muitas empresas enfrentam problemas recorrentes devido à seleção inadequada da classe.

Os erros mais comuns incluem:


  • Utilizar classe para aço em inox;

  • Escolher classes de acabamento para desbaste;

  • Trabalhar com velocidades incompatíveis;

  • Ignorar a estabilidade da máquina;

  • Utilizar a mesma classe para todas as aplicações.


Essas falhas podem reduzir significativamente a vida útil da ferramenta e aumentar os custos de produção.


Como escolher a classe correta?


Antes de selecionar uma pastilha, avalie:


Material da peça

Cada grupo ISO exige características específicas.


Tipo de operação

  • Desbaste;

  • Semiacabamento;

  • Acabamento.


Condições da máquina

Máquinas mais rígidas permitem classes mais resistentes ao desgaste.


Tipo de corte

  • Contínuo;

  • Interrompido;

  • Leve;

  • Pesado.


A combinação desses fatores determina a classe ideal para cada aplicação.


Conclusão

A classe da pastilha é um dos elementos mais importantes para o sucesso de uma operação de usinagem. Escolher corretamente significa aumentar a produtividade, melhorar a qualidade das peças e reduzir custos com ferramentas.


Ao compreender os grupos ISO, os níveis de resistência e os diferentes revestimentos disponíveis, sua empresa consegue tomar decisões mais eficientes e obter melhores resultados no chão de fábrica.


Na Najimi Ferramentas, oferecemos suporte técnico especializado para ajudar sua equipe a selecionar as classes de pastilhas mais adequadas para cada operação, garantindo máximo desempenho e confiabilidade no processo produtivo.

 
 
 

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