O Que Significam as Classes de Pastilhas e Como Escolher a Opção Correta?
- Najimi Ferramentas
- 18 de jun.
- 3 min de leitura
Na usinagem moderna, escolher a geometria da pastilha é importante, mas entender a classe da pastilha é fundamental para obter máximo desempenho, produtividade e vida útil da ferramenta.
Muitos profissionais focam apenas no formato ou no quebra-cavaco e acabam ignorando um dos fatores que mais influenciam os resultados da usinagem: a classe do inserto.
Neste artigo, você entenderá o que são as classes de pastilhas, como elas são classificadas e quais critérios devem ser considerados para fazer a escolha correta.
O que é a classe de uma pastilha?
A classe da pastilha representa o conjunto de características do material e do revestimento utilizados em sua fabricação.
Ela determina fatores como:
Resistência ao desgaste;
Resistência ao calor;
Resistência a impactos;
Tenacidade;
Capacidade de trabalhar em altas velocidades;
Desempenho em diferentes materiais.
Em outras palavras, duas pastilhas com o mesmo formato podem apresentar desempenhos completamente diferentes dependendo da classe utilizada.
Como funciona a classificação ISO das pastilhas?
A norma ISO divide os materiais usinados em grupos principais, identificados por letras.
Grupo P – Aços
Utilizado para:
Aço carbono;
Aço liga;
Aço estrutural.
Características:
Cavacos longos;
Boa usinabilidade;
Aplicações de torneamento e fresamento em geral.
As classes para aço priorizam resistência ao desgaste e estabilidade térmica.
Grupo M – Aços Inoxidáveis
Utilizado para:
Inox austenítico;
Inox ferrítico;
Inox martensítico.
Características:
Elevada geração de calor;
Tendência ao encruamento;
Formação de cavacos difíceis de controlar.
As classes desse grupo combinam resistência ao desgaste e alta tenacidade.
Grupo K – Ferro Fundido
Utilizado para:
Ferro fundido cinzento;
Ferro fundido nodular;
Ferro fundido vermicular.
Características:
Cavacos curtos;
Material abrasivo;
Alta estabilidade da usinagem.
As classes priorizam resistência ao desgaste abrasivo.
Grupo N – Materiais Não Ferrosos
Utilizado para:
Alumínio;
Cobre;
Latão;
Bronze.
Características:
Baixa resistência ao corte;
Tendência à aderência do material.
As pastilhas geralmente possuem arestas extremamente afiadas e superfícies polidas.
Grupo S – Superligas e Titânio
Utilizado para:
Titânio;
Inconel;
Hastelloy;
Superligas resistentes ao calor.
Características:
Elevadas temperaturas durante o corte;
Alta resistência mecânica.
As classes são desenvolvidas para suportar condições extremamente severas.
Grupo H – Materiais Endurecidos
Utilizado para:
Aços temperados;
Peças acima de 45 HRC.
Características:
Alta dureza;
Grande exigência da ferramenta.
As classes desse grupo apresentam elevada resistência ao desgaste.
O que significam os números das classes?
Além da letra do grupo ISO, normalmente existe uma faixa numérica.
Exemplos:
P10
P20
P30
M15
K20
Esses números indicam o equilíbrio entre resistência ao desgaste e resistência ao impacto.
Classes menores (P10, M10, K10)
Características:
Maior resistência ao desgaste;
Maior velocidade de corte;
Menor resistência a impactos.
Indicadas para:
Acabamento;
Operações estáveis;
Cortes contínuos.
Classes intermediárias (P20, M20, K20)
Características:
Equilíbrio entre desgaste e tenacidade.
Indicadas para:
Semiacabamento;
Aplicações gerais;
Produções variadas.
Classes maiores (P30, M30, K30)
Características:
Maior resistência a impactos;
Menor resistência ao desgaste.
Indicadas para:
Desbaste;
Cortes interrompidos;
Operações pesadas.
A importância do revestimento
O revestimento também influencia diretamente o desempenho da pastilha.
Os mais comuns são:
CVD (Deposição Química de Vapor)
Vantagens:
Excelente resistência ao desgaste;
Ideal para altas velocidades;
Muito utilizado em aços e ferros fundidos.
PVD (Deposição Física de Vapor)
Vantagens:
Maior tenacidade;
Excelente acabamento superficial;
Melhor desempenho em inox e aplicações mais críticas.
Erros comuns na escolha da classe
Muitas empresas enfrentam problemas recorrentes devido à seleção inadequada da classe.
Os erros mais comuns incluem:
Utilizar classe para aço em inox;
Escolher classes de acabamento para desbaste;
Trabalhar com velocidades incompatíveis;
Ignorar a estabilidade da máquina;
Utilizar a mesma classe para todas as aplicações.
Essas falhas podem reduzir significativamente a vida útil da ferramenta e aumentar os custos de produção.
Como escolher a classe correta?
Antes de selecionar uma pastilha, avalie:
Material da peça
Cada grupo ISO exige características específicas.
Tipo de operação
Desbaste;
Semiacabamento;
Acabamento.
Condições da máquina
Máquinas mais rígidas permitem classes mais resistentes ao desgaste.
Tipo de corte
Contínuo;
Interrompido;
Leve;
Pesado.
A combinação desses fatores determina a classe ideal para cada aplicação.
Conclusão
A classe da pastilha é um dos elementos mais importantes para o sucesso de uma operação de usinagem. Escolher corretamente significa aumentar a produtividade, melhorar a qualidade das peças e reduzir custos com ferramentas.
Ao compreender os grupos ISO, os níveis de resistência e os diferentes revestimentos disponíveis, sua empresa consegue tomar decisões mais eficientes e obter melhores resultados no chão de fábrica.
Na Najimi Ferramentas, oferecemos suporte técnico especializado para ajudar sua equipe a selecionar as classes de pastilhas mais adequadas para cada operação, garantindo máximo desempenho e confiabilidade no processo produtivo.

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